
A poeira do mel
Solidão e o isolamento em um paraíso que nunca pensei poder acessar, o calor exigia, as famílias faziam sua festa e se organizavam para um jantar no porto, muitas pessoas iam e vinham pela estrada que conecta toda a costa, eu observava e aproveitava as pequenas brisas enquanto aguardava a movimentação do sol, os corpos se moviam e ativavam reflexos…carros esportivos soavam memórias a mim vendidas, e não era o que importava a ordem estabelecida riscava fronteiras e a curiosidade assustava, tempos de conexão total e profunda reaprender o que me foi tirado ou talvez esquecido, tudo se mostrava uma ilusão que na época era doce como o mel, tudo foi secando ao sol e uma poeira quase que física gerava uma abstinência ao sacudi-la do corpo e varre-la das minhas memórias…tempos de juras de amor que se cristalizaram com os raios desse sol, promessas de não regresso as mentiras que uma civilização tonta com o balanço da terra se excitou, empurrou para não se sentirem SÓS e insistem que fiquemos juntos até que algo novo se revele. será que eu conto para eles?