Em um parque abandonado, pontos de encontros e habitáculos, onde o carro deu seu ultimo suspiro carbonado e o nosso presente foi uma vaga de estacionamento, após estacionar o Tremendão não funcionou mais…o bom é que estávamos em casa, e este parque se tornaria nosso Lar, como nenhum outro, em meio as citações do Fernando Pessoa gravadas no chão, habitávamos como ciganos nômades…sentindo o custo da água na carne tendo que andar muito com 3 galões cada, tudo para não gerar conflitos com a academia em frente, gerir o carro e a casa não foi simples, “uma casa” e uma vizinhança de merda, entre os brasileiros que roubavam água da academia por preguiça, gerando conflitos, também haviam alguns portugueses adoráveis, e muitos imigrantes irresponsáveis, todos se encontravam em meio aos traficantes festeiros e requisitados. Se os tratos foram ríspidos é porque estávamos inflamados, ser bem-vindo era raridade entre os golpes verbais, nem sempre revelados pelos sem vergonha, os escondidos amedrontados chegavam por sussurros, felizmente a luz sempre brilhou e iluminou o céu fazendo do seu reflexo um visual memorável e esse amor mundano finito que aquecia meu coração, com incompreensões que por vezes ela as trazia .
Lucas Francisco Rocha
Um eterno aprendiz, buscando conhecer o mundo e tentando entendê-lo em minhas viagens. Reunindo referências e admirando desenvolvimentos, para redimir as minhas faltas que se acumulam. Interagindo com as existências, buscando me desprender do que me tira a expressão e do que inibe expressivamente a outrem, nessas transmissões de consciência coletáveis e coletivas, que nos permear constantemente, busco o essencial.
Hoje para a vida Digital, o entendimento que não nos pertence, mas nos é familiar, se faz “aprendizados” que se diluem em contração nos consumindo, e se reproduzem em expansão vitalizando, perpetuando e impulsionando as ordens diversas sobre os caos.
Reativar o “senso” para executar uma síntese própria, dar essência a caminhada e a busca constante, conceitualizar e aplicar na consolidação de um bem estar real, que permita coordenar um ambiente propício para a síntese de meus projetos, focando nas boas práticas, estabelecer um MÉTODO próprio replicável, que inspire a outros e sobretudo a mim mesmo.